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O crepúsculo da economia da atenção e a alvorada da economia da intenção: um relatório estratégico sobre a transição pós-digital

 A entropia do modelo de engajamento

O paradigma econômico que governou o desenvolvimento da internet comercial nas últimas duas décadas, a “Economia da Atenção”, atingiu um ponto de saturação estrutural e filosófica. Historicamente, este modelo fundamentou-se na premissa de que a atenção humana é um recurso escasso, porém minerável, onde o valor corporativo era extraído através da maximização do “tempo de tela” e da profundidade do engajamento. No entanto, a convergência de vetores tecnológicos avançados, especificamente a Inteligência Artificial Generativa (GenAI), e uma crise psicossocial de esgotamento cognitivo, sinaliza o colapso iminente deste arranjo. Estamos testemunhando a transição para a “economia da intenção” e a “economia dos resultados”, onde o valor se desloca da captura passiva do olhar para a satisfação ativa e imediata de necessidades, frequentemente sem qualquer interface visual.

Este relatório examina exaustivamente as forças motrizes por trás dessa mudança tectônica. A análise baseia-se em projeções de mercado que indicam um declínio precipitado no volume de busca tradicional, a ascensão de “clientes máquina” no setor B2B, e a reconfiguração dos modelos de precificação de software para estruturas baseadas em resultados (outcome-based). A investigação aprofunda-se também nas dimensões filosóficas delineadas por pensadores contemporâneos como Byung-Chul Han, cuja teoria da “Sociedade do Cansaço” oferece o substrato teórico para entender por que os usuários estão rejeitando interfaces viciantes em favor de interações invisíveis e resolutivas.

A Crise Filosófica e Cognitiva: o fim do “sujeito de desempenho” digital

Para compreender a obsolescência da economia da atenção, é necessário analisar o substrato humano sobre o qual ela foi construída. Esse modelo dependia de um indivíduo disposto a converter tempo cognitivo em entretenimento, utilidade ou validação social. Contudo, evidências sociológicas e filosóficas indicam que esse “capital atencional” encontra-se esgotado, não apenas por saturação tecnológica, mas por exaustão psíquica.

Byung-Chul Han descreve o presente como a Sociedade do Cansaço, um regime no qual a liberdade neoliberal se transforma em mecanismo de autoexploração. O sujeito contemporâneo, impulsionado pelo imperativo da performance, torna-se simultaneamente executor e vítima de sua própria produtividade. Nesse contexto, a economia da atenção prosperou ao colonizar todos os momentos da vigília e até do sono, convertendo experiência humana em dados e eliminando o tédio, condição fundamental para a criatividade e para a saúde mental.

A gamificação da vida cotidiana, antes celebrada como inovação em design de produto, passa a ser percebida como instrumento de coerção psicopolítica. Em vez de proibições, o controle opera por estímulos positivos, encorajando participação contínua, exposição voluntária e engajamento permanente. O resultado é aquilo que Han denomina o inferno do igual, um ambiente de transparência excessiva e comunicação compulsiva que dissolve o mistério, empobrece a narrativa e reduz a experiência humana a métricas quantificáveis. Exaurido de atuar como empreendedor de si mesmo, o indivíduo começa a rejeitar plataformas que exigem atenção constante como condição de pertencimento.

Como resposta a esse esgotamento, emerge uma nova ética no design de produtos digitais. Em oposição à lógica tradicional que buscava eliminar o tédio para maximizar retenção, ganha força a compreensão de que o tédio é um espaço vital para o processamento mental, a imaginação e a inovação. Longe de ser um vazio a ser preenchido por estímulos incessantes, o tédio torna-se um intervalo necessário, um momento em que a mente pode respirar.

O declínio da economia da atenção manifesta-se na demanda por tecnologias que respeitem o silêncio, a desconexão e a autonomia do usuário. Conceitos como UX de presença ou design ético propõem uma inversão de critérios. O bom design não é aquele que mantém o usuário preso, mas aquele que o libera rapidamente após o cumprimento de seu objetivo. A eficácia de uma interface deixa de ser medida pelo tempo de permanência e passa a ser avaliada pela capacidade de reduzir fricções e incentivar o retorno ao mundo offline. Práticas como a navegação infinita e o estímulo ao consumo compulsivo de conteúdo tornam-se culturalmente questionáveis e começam a ser substituídas por mecanismos de limite, pausa e encerramento consciente.

Han também resgata o conceito de idiotismo não como insulto, mas como forma de resistência à comunicação conformista. O idiota contemporâneo é aquele que se recusa a participar integralmente da rede digital total, preservando espaços de solidão, silêncio e pensamento não monitorado. Trata-se de uma recusa ativa à lógica da exposição permanente e da disponibilidade contínua.

Marcas e plataformas que insistem em operar segundo os pressupostos da economia da atenção, exigindo engajamento constante, compartilhamento social e reação emocional, passam a enfrentar resistência de um novo perfil de usuário que valoriza a opacidade, a ausência e o direito de não estar. Paralelamente, a chamada economia emocional, que transforma afetos e estados psicológicos em ativos produtivos, entra em colapso à medida que os indivíduos reconhecem a manipulação algorítmica de suas emoções. A promessa de otimização digital colide com a realidade da exaustão psíquica, forçando o mercado a migrar para modelos que não dependam da extração contínua de atenção e energia cognitiva.

A morte da busca tradicional e a ascensão da IA

A manifestação mais evidente do fim da economia da atenção é o declínio estrutural dos motores de busca tradicionais. Plataformas como Google e Bing, que sustentaram a internet baseada em publicidade por décadas, perdem centralidade à medida que o comportamento do usuário migra de buscar para perguntar e, posteriormente, para delegar decisões a sistemas de inteligência artificial. Essa transição reorganiza profundamente os fluxos de tráfego, valor e capital informacional na web.

Segundo projeções do Gartner, o volume de buscas tradicionais deve cair cerca de 25% até o final de 2026. Trata-se de uma mudança estrutural impulsionada pela adoção de chatbots e assistentes de IA generativa, que substituem a navegação por respostas diretas, contextuais e acionáveis. Ao concentrar a informação em um único ponto de interação, essas ferramentas reduzem a necessidade de percorrer múltiplas fontes e encerram a jornada do usuário de forma antecipada.

Nesse novo paradigma, a função histórica dos motores de busca como intermediários de tráfego é progressivamente dissolvida. Em vez de direcionar o usuário a sites externos, os sistemas generativos operam como motores de resposta, intensificando o fenômeno do zero-click. Estimativas indicam que mais de 60% das buscas já não resultam em cliques, percentual que ultrapassa 80% quando respostas geradas por IA são exibidas diretamente na interface.

Alan Antin, do Gartner, observa que a IA generativa está se consolidando como um motor de resposta substituto, assumindo funções que sustentavam o ecossistema tradicional de busca. O impacto direto é a erosão do tráfego orgânico e pago, especialmente em setores como tecnologia e B2B, onde a descoberta via busca sempre foi estratégica. Com isso, as estratégias de aquisição e visibilidade digital entram em um processo de reconfiguração inevitável.

À medida que o SEO tradicional perde relevância, emerge a Generative Engine Optimization. Diferente da lógica de ranqueamento de links, o GEO concentra-se em influenciar a forma como modelos generativos sintetizam, priorizam e referenciam informações. A visibilidade deixa de depender da posição em uma lista de resultados e passa a estar associada à autoridade semântica, à clareza conceitual e à confiabilidade do conteúdo dentro do ecossistema que alimenta os modelos de IA.

Nesse contexto, o valor não está mais na captura da atenção ou no clique, mas na capacidade de ser convocado como fonte legítima no momento da resposta. A economia da atenção cede espaço a uma economia da confiança algorítmica, na qual o marketing deixa de operar pela interrupção e passa a funcionar por integração silenciosa. Ser relevante não significa ser visto, mas ser utilizado.das por grandes modelos de linguagem (LLMs).   

Estratégias de visibilidade na Era Agêntica

A visibilidade em um mundo pós-busca depende de fatores distintos. A pesquisa da Profound e da Single Grain identifica pilares críticos para o GEO:

  1. Citação e autoridade (E-E-A-T): Os modelos de IA priorizam fontes que demonstram Experiência, Especialização, Autoridade e Confiabilidade. Marcas precisam ser citadas por fontes de “Ground Truth” (como Wikipédia, Reddit, e publicações de nicho respeitadas) para serem incorporadas à base de conhecimento do modelo.   
  2. Estruturação semântica: O conteúdo deve ser formatado para fácil entendimento e leitura das máquinas. Isso inclui o uso de listas, tabelas comparativas e marcação rigorosa, facilitando que o LLM extraia fatos e estatísticas para compor suas respostas.   
  3. Influência na proximidade vetorial: O objetivo é garantir que a marca esteja semanticamente próxima dos problemas que resolve no espaço vetorial do modelo. Isso exige a criação de conteúdo que responda diretamente a perguntas conversacionais complexas, em vez de focar apenas em palavras-chave isoladas.   

O Cliente máquina e a automação do consumo B2B

A transformação mais radical no horizonte é a retirada progressiva do humano do centro do processo de compra. Na economia da atenção, o marketing buscava persuadir a mente humana, disputando percepção, emoção e memória. Na nova economia mediada por inteligência artificial, o alvo deixa de ser o consumidor e passa a ser o algoritmo que decide em seu lugar.

Projeções do Gartner indicam que, até 2028, cerca de 90% das compras B2B serão intermediadas por agentes de IA, movimentando mais de 15 trilhões de dólares em gastos. Nesse cenário, emergem os chamados machine customers, ou custobots, sistemas autônomos que executam decisões de compra com base em parâmetros lógicos, operacionais e financeiros estritos. Diferentemente dos compradores humanos, esses agentes ignoram narrativas de marca, apelos emocionais e estímulos publicitários, operando exclusivamente a partir de eficiência, confiabilidade e conformidade.

Essa intermediação algorítmica altera profundamente as estratégias de marketing e vendas. Dados operacionais verificáveis tornam-se o principal ativo competitivo. Produtos e serviços precisam expor especificações técnicas, preços, condições contratuais e disponibilidade em formatos estruturados e acessíveis via APIs padronizadas para serem considerados pelos agentes de compra. A visibilidade deixa de ser construída por discurso e passa a depender de interoperabilidade, legibilidade técnica e consistência informacional.

Nesse contexto, práticas tradicionais do marketing B2B perdem relevância. Relações baseadas em persuasão pessoal, experiências presenciais ou interfaces desenhadas para conversão humana tornam-se secundárias. O foco desloca-se para a otimização para motores de agentes, na qual clareza lógica, padronização de dados e aderência a critérios algorítmicos passam a determinar a elegibilidade de uma oferta. Vender deixa de ser convencer e passa a ser cumprir requisitos de máquina.

Esse movimento é ainda mais complexo pela fragmentação geopolítica das plataformas de inteligência artificial. Estimativas indicam que, até 2027, mais de um terço dos países exigirá o uso de IAs regionais ou soberanas, treinadas com dados locais e submetidas a regulamentações específicas. Como consequência, as marcas não poderão mais operar com uma estratégia única de visibilidade ou integração. Será necessário navegar por um ecossistema fragmentado de inteligências artificiais nacionais, cada uma com seus próprios critérios de validação, acesso e relevância algorítmica.

Nesse novo arranjo, a vantagem competitiva não estará em ser desejado, lembrado ou admirado, mas em ser tecnicamente legível, confiável e compatível com sistemas de decisão autônoma. O marketing, nesse sentido, deixa de falar com pessoas e passa a negociar com máquinas.

Zero UI: a Interface da confiança na era pós-tela

Paralelamente à transformação dos motores de busca, a interface do usuário evolui em direção à invisibilidade. O conceito de Zero UI representa o estágio final da economia da atenção, no qual a interação deixa de exigir foco visual, navegação consciente ou esforço cognitivo deliberado e passa a operar de forma ambiental, contextual e preditiva.

Zero UI não implica ausência de interação, mas eliminação de interfaces artificiais como telas, menus e teclados. A mediação ocorre por voz, gestos, biometria e, sobretudo, por inteligência ambiental. Sensores e dados contextuais permitem que sistemas antecipem necessidades e executem ações sem comandos explícitos, ajustando ambientes, realizando compras recorrentes ou tomando decisões operacionais em nome do usuário. A lógica da jornada linear, baseada em cliques e etapas visíveis, é substituída por uma coreografia contínua de comportamentos inteligentes, na qual o sistema age antes mesmo da formulação consciente de uma demanda.

Quando a interface desaparece, a marca visual também perde centralidade. O que permanece perceptível não é o design, mas o comportamento do sistema. Nesse cenário, a confiança torna-se a principal interface. Estudos da Deloitte indicam que mais da metade dos usuários retorna à assistência humana após um único erro cometido por um sistema de IA. Em ambientes de interação invisível, nos quais o usuário delega agência e controle, a tolerância ao erro é mínima. A eficiência técnica deixa de ser diferencial e passa a ser pré-requisito absoluto.

Esse modelo amplia significativamente os riscos relacionados à segurança e à privacidade. A operação de sistemas Zero UI depende da coleta contínua de dados ambientais, incluindo áudio, vídeo e sinais biométricos, o que intensifica preocupações éticas. Riscos como spoofing de voz, vigilância não consentida e decisões automatizadas opacas tornam-se estruturais. O design ético, nesse contexto, exige transparência radical sobre quando, como e por que o sistema está ouvindo, analisando ou agindo, mesmo na ausência de indicadores visuais explícitos.

Para as marcas, o Zero UI introduz um paradoxo fundamental. Sem logotipos, interfaces ou pontos de contato visuais recorrentes, a construção de brand equity desloca-se do campo estético para o comportamental. A marca passa a ser reconhecida pela personalidade da IA, pelo tom de voz, pela consistência das decisões autônomas, pela precisão das previsões e pela ética embutida em suas ações. O marketing deixa de disputar atenção e passa a operar no domínio da confiabilidade silenciosa. Ser uma marca forte não significa mais ser lembrada, mas ser escolhida repetidamente sem ser percebida.m “impressões” visuais para focar em “interações bem-sucedidas”.   

A Nova economia dos resultados: Do SaaS ao “Pay-for-Outcome”

A mudança mais estrutural no modelo de negócios associada ao fim da economia da atenção é a transição da cobrança por acesso para a cobrança por resultados. O modelo SaaS tradicional, baseado na venda de licenças ou assentos, remunera o fornecedor independentemente da geração efetiva de valor para o cliente. Em um contexto marcado por exaustão cognitiva e pressão por eficiência, esse arranjo torna-se cada vez menos aceitável. Organizações demonstram menor disposição para investir em ferramentas que exigem longos processos de implementação, alto esforço de adoção e não oferecem garantias claras de retorno.

Nesse cenário, ganha força o modelo de precificação baseado em resultados, no qual o pagamento ocorre apenas quando um objetivo mensurável é alcançado. Essa lógica realinha incentivos de forma radical, transferindo o risco do cliente para o fornecedor. O valor deixa de ser prometido e passa a ser comprovado. A inteligência artificial é o elemento que torna esse modelo operacionalmente viável, ao permitir a mensuração, verificação e atribuição de resultados em tempo quase real, algo impraticável em escala com processos exclusivamente humanos.

Além de viabilizar a mensuração, a IA reduz drasticamente os custos de entrega do serviço. Ao automatizar atividades que antes dependiam de trabalho humano, como atendimento, análise ou execução operacional, o custo marginal tende a cair de forma significativa. Quando o custo de inferência de um sistema é residual e a cobrança ocorre por unidade de resultado entregue, as margens tornam-se potencialmente elevadas. No entanto, essa eficiência elimina qualquer margem para erro. Falhas, imprecisões ou alucinações deixam de ser problemas de experiência do usuário e passam a representar prejuízo financeiro direto. Nesse modelo, a qualidade da IA não é um diferencial competitivo, mas uma condição de sobrevivência econômica.

A lógica do pagamento por resultado encerra, assim, a era da monetização baseada em presença, uso ou tempo de permanência. O valor não está mais no acesso à ferramenta, mas no impacto concreto que ela produz. A economia da atenção, fundada na promessa de utilidade futura, cede lugar a uma economia de performance comprovada, na qual só há receita quando há entrega real.

6. Métricas da nova era

Com o fim da economia da atenção, os KPIs (Key Performance Indicators) corporativos estão sofrendo uma mutação. As métricas de vaidade baseadas em volume e tempo estão sendo descartadas em favor de métricas de eficiência e precisão.

De “Tempo na tela” para “Tempo de Resolução” (TTR)

No suporte ao cliente e na experiência do usuário, o objetivo inverteu-se. Ferramentas como Nextiva e AssistLink agora priorizam a redução do tempo de interação.

  • Eficiência como produto: A AssistLink reporta que a assistência visual reduz o tempo de resolução de problemas complexos de 90 para 36 minutos (melhoria de 2,5x) e aumenta a taxa de conserto na primeira visita em 67%.   
  • Métricas de “Não-Engajamento”: O sucesso é medido pelo “tempo salvo” do cliente. Plataformas de CX (Customer Experience) utilizam IA para roteamento preditivo visando eliminar a espera, não entreter o cliente durante ela.   

Atenção ativa vs. Impressões passivas

No mercado publicitário, a métrica de “impressão” (o anúncio carregou na página) tornou-se obsoleta. Estudos da Lumen e TVision mostram que “visibilidade” técnica não equivale a atenção humana.

  • Segundos de atenção ativa: A nova métrica de ouro são os “Segundos de Atenção Ativa” (olhos no anúncio). Dados mostram que 2 segundos de atenção não são suficientes para formar memória de marca; existe uma correlação direta entre segundos ativos e uplift de vendas.   
  • A falácia da retenção: Aplicativos móveis enfrentam uma crise de retenção. Em 2025, a retenção média no Dia 30 para apps é de apenas 5-7%. Isso força os desenvolvedores a focar em entregar valor imediato no onboarding (Dia 1) em vez de tentar “viciar” o usuário a longo prazo através de notificações intrusivas, que agora causam rejeição.   

Share of search como preditivo de market share

Les Binet, autoridade em eficácia de marketing, demonstra que o “Share of Search” (a participação de uma marca no volume total de buscas da categoria) é um indicador preditivo robusto de “Market Share” futuro. No entanto, com a queda do volume de busca geral prevista pelo Gartner, essa métrica deve evoluir para “Share of Model” ou “Share of Influence” — a frequência com que a marca aparece nas respostas de IA, conforme discutido na seção de GEO.   


A economia da relevância radical

O fim da economia da atenção não é um evento apocalíptico para os negócios, mas uma correção evolutiva necessária. Representa a maturação do ambiente digital, que migra de uma fase de exploração de recursos cognitivos brutos (atenção) para uma fase de refinamento e eficiência (intenção).

A “Sociedade do Cansaço”, diagnosticada por Han, não suporta mais a carga cognitiva da economia anterior. O usuário moderno, auxiliado por agentes de IA e interfaces invisíveis, construiu barreiras sofisticadas contra o ruído. Para as empresas, a única maneira de transpor essas barreiras não é gritando mais alto, mas tornando-se útil de forma mais silenciosa e eficaz.

A transição para a “Economia da Intenção” exige três pilares estratégicos:

  1. Adoção de Modelos Baseados em Resultados: Assumir o risco da performance para ganhar a confiança do cliente cético.
  2. Otimização para Máquinas (GEO/AEO): Garantir que a marca seja legível e recomendável pelos agentes de IA que intermediarão o consumo.
  3. Design de Confiança: Criar interfaces (visíveis ou não) que priorizem a ética, a privacidade e a resolução rápida, respeitando o tempo finito e a saúde mental do usuário.

Aqueles que persistirem na mineração da atenção humana encontrarão minas vazias. O valor futuro reside na capacidade de entregar resultados concretos em um mundo que parou de “prestar atenção” para começar a “exigir soluções”.

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